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09/04/2011

Palavras que eu queria ter escrito VI

Podia ter escrito isto após o descalabro da Luz frente ao FCP, a falta de atitude e benfiquismo durante o jogo, e a falta de benfiquismo na luz apagada e rega ligada. Mas prefiro escrever o que se segue após uma boa vitória da Liga Europa (que não me deixa completamente descansado, diga-se. Esta é a equipa que levou 3 secos em Israel contra uma equipa que ninguém conhece. E que, fora de casa, na Liga Europa, não só não ganhou nenhum jogo como marcou um único golo).

A maior das derrotas, esta época, para mim, benfiquista, sócio há 33 anos, é a certeza de que algo se perdeu, na matriz benfiquista tal como ela sempre existiu, ao longo de 107 anos de história gloriosa. A completar o leque de ofensas a essa matriz, que fez do Benfica o maior clube português, está a ideia peregrina de tocar o "Cheira a Lisboa" no Estádio da Luz, sobretudo na recepção a equipas do Norte. Mas está tudo maluco? O Benfica não pode reduzir-se a um clube de uma cidade, nem sequer de uma região! Essa pode ser a realidade de outros clubes, mas não é a do Benfica, com uma implantação única e excepcional, com adeptos em todo o país e em todo o mundo.
Fazer isso é o equivalente ao rasteiro "fdp, slb" gritado com visceral ódio, contra o Benfica, no Dragão, em Alvalade ou em Braga, por exemplo.
Cheira a Lisboa? O Benfica cheira a mundo. Não tacanho, não saloio, não provinciano!
Houve um tempo em que se fosse preciso jogar uma final nas Antas ia-se...e ganhava-se! Esse benfiquismo é que tem de ser O Benfica!Não é esta coisa mal amanhada de valores! Ser Benfica é renovar já com o Maxi. E renovar com o Nuno Gomes, o capitão da equipa acabado de ser operado. Ser Benfica é nunca mais deixar que se repita o episódio da rega e da luz apagada. Ser Benfica é dizer aos adeptos para não faltarem a nenhum jogo, em casa e fora! Ser Benfica tem de ser uma equipa entrar em campo e saber que não pode perder o jogo para um rival e passar-lhe testemunho. Não pode! Dar tudo, sem pensar no jogo da Liga Europa que virá depois, nem em mais nada! O que é que acontece a seguir? Vende-se o capitão de equipa bem abaixo da clausula de rescisão para um rival? Passamos a receber árbitros em casa e a pagar vitórias em fruta? Vamos passar a amassar o carro de jogadores quando as coisas correm mal? Vamos pagar balúrdios aos adversários dos nossos rivais para darem um pouco mais contra eles e amolecerem contra nós? Vamos intimidar jogadores, treinadores, dirigentes e adeptos quando nos visitam ou vamos limitar-nos a fazer tudo para sermos melhores e ganharmos dentro do campo?
A maior derrota desta época é este desprendimento dos valores do benfiquismo.
E digo-o já, mesmo antes de saber se ganhamos ou não Taça da Liga, Taça de Portugal e Liga Europa. E acreditando que podemos fazê-lo. Ser benfiquista é também isso. Ganhar, venha quem vier. Com classe.


Do Dias úteis do Pedro Ribeiro






08/04/2011

À procura de casa de férias vejo com cada coisa

As fotos que o pessoal que aluga coloca nos sites para apelar ao aluguer são surreais.
Ele é:
Cortinas de casas de banho cheias de bolor pretas;
Tanques de meio metro por meio conotados de piscinas.
Aquelas que são mesmo piscinas mas estão todas porcas.
Perto da praia a 30 km
Moderno com mobilia de 50 anos;
E pindiricalhice espalhada pela casa toda?

07/04/2011

Ainda ontem estava a pensar o que seria da Islandia

Estava a ver a reportagem da SIC sobre a Irlanda e Grécia e a coisa está preta a seus olhos. A mim ficou-me na ideia a notícia que só agora a Grécia vai começar a aplicar propinas aos estudantes e os livros escolares a serem pagos. Há quanto tempo fazemos isso por cá?

Hoje mandaram-me este email, que certamente já anda a circular por todo o lado. Dá muito que pensar.

Porque silenciam a ISLÂNDIA?



Estamos neste estado lamentável por causa da corrupção interna - pública e privada com incidência no sector bancário - e pelos juros usurários que a Banca Europeia nos cobra.
Sócrates foi dizer à Sra. Merkle - a chanceler do Euro - que já tínhamos tapado os buracos das fraudes e que, se fosse preciso, nos punha a pão e água para pagar os juros ao valor que ela quisesse.
Por isso, acho que era altura de falar na Islândia, na forma como este país deu a volta à bancarrota, e porque não interessa a certa gente que se fale dele.
Não é impunemente que não se fala da Islândia (o primeiro país a ir à bancarrota com a crise financeira) e na forma como este pequeno país perdido no meio do mar, deu a volta à crise.
Ao poder económico mundial, e especialmente o Europeu, tão proteccionista do sector bancário, não interessa dar notícias de quem lhes bateu o pé e não alinhou nas imposições usurárias que o FMI lhe impôs para a ajudar.
Em 2007 a Islândia entrou na bancarrota por causa do seu endividamento excessivo e pela falência do seu maior Banco que, como todos os outros, se afogou num oceano de crédito mal parado. Exactamente os mesmo motivos que tombaram com a Grécia, a Irlanda e Portugal.
A Islândia é uma ilha isolada com cerca de 320 mil habitantes, e que durante muitos anos viveu acima das suas possibilidades graças a estas "macaquices" bancárias, e que a guindaram falaciosamente ao 13º no ranking dos países com melhor nível de vida (numa altura em que Portugal detinha o 40º lugar).
País novo, ainda não integrado na UE, independente desde 1944, foi desde então governado pelo Partido Progressista (PP), que se perpetuou no Poder até levar o país à miséria.
Aflito pelas consequências da corrupção com que durante muitos anos conviveu, o PP tratou de correr ao FMI em busca de ajuda. Claro que a usura deste organismo não teve comiseração, e a tal "ajuda" ir-se-ia traduzir em empréstimos a juros elevadíssimos (começariam nos 5,5% e daí para cima), que, feitas as contas por alto, se traduziam num empenhamento das famílias islandesas por 30 anos, durante os quais teriam de pagar uma média de 350 Euros / mês ao FMI. Parte desta ajuda seria para "tapar" o buraco do principal Banco islandês.
Perante tal situação, o país mexeu-se, apareceram movimentos cívicos despojados dos velhos políticos corruptos, com uma ideia base muito simples: os custos das falências bancárias não poderiam ser pagos pelos cidadãos, mas sim pelos accionistas dos Bancos e seus credores. E todos aqueles que assumiram investimentos financeiros de risco, deviam agora aguentar com os seus próprios prejuízos.
O descontentamento foi tal que o Governo foi obrigado a efectuar um referendo, tendo os islandeses, com uma maioria de 93%, recusado a assumir os custos da má gestão bancária e a pactuar com as imposições avaras do FMI.
Num instante, os movimentos cívicos forçaram a queda do Governo e a realização de novas eleições.
Foi assim que em 25 de Abril (esta data tem mística) de 2009, a Islândia foi a eleições e recusou votar em partidos que albergassem a velha, caduca e corrupta classe política que os tinha levado àquele estado de penúria. Um partido renovado (Aliança Social Democrata) ganhou as eleições, e conjuntamente com o Movimento Verde de Esquerda, formaram uma coligação que lhes garantiu 34 dos 63 deputados da Assembleia). O partido do poder (PP) perdeu em toda a linha.
Daqui saiu um Governo totalmente renovado, com um programa muito objectivo: aprovar uma nova Constituição, acabar com a economia especulativa em favor de outra produtiva e exportadora, e tratar de ingressar na UE e no Euro logo que o país estivesse em condições de o fazer, pois numa fase daquelas, ter moeda própria (coroa finlandesa) e ter o poder de a desvalorizar para implementar as exportações, era fundamental.
Foi assim que se iniciaram as reformas de fundo no país, com o inevitável aumento de impostos, amparado por uma reforma fiscal severa. Os cortes na despesa foram inevitáveis, mas houve o cuidado de não "estragar" os serviços públicos tendo-se o cuidado de separar o que o era de facto, de outro tipo de serviços que haviam sido criados ao longo dos anos apenas para serem amamentados pelo Estado.


As negociações com o FMI foram duras, mas os islandeses não cederam, e conseguiram os tais empréstimos que necessitavam a um juro máximo de 3,3% a pagar nos tais 30 anos. O FMI não tugiu nem mugiu. Sabia que teria de ser assim, ou então a Islândia seguiria sozinha e, atendendo às suas características, poderia transformar-se num exemplo mundial de como sair da crise sem estender a mão à Banca internacional. Um exemplo perigoso demais.
Graças a esta política de não pactuar com os interesses descabidos do neo-liberalismo instalado na Banca, e de não pactuar com o formato do actual capitalismo (estado de selvajaria pura) a Islândia conseguiu, aliada a uma política interna onde os islandeses faziam sacrifícios, mas sabiam porque os faziam e onde ia parar o dinheiro dos seus sacrifícios, sair da recessão já no 3º Trimestre de 2010.
O Governo islandês (comandado por uma senhora de 66 anos) prossegue a sua caminhada, tendo conseguido sair da bancarrota e preparando-se para dias melhores. Os cidadãos estão com o Governo porque este não lhes mentiu, cumpriu com o que o referendo dos 93% lhe tinha ordenado, e os islandeses hoje sabem que não estão a sustentar os corruptos banqueiros do seu país nem a cobrir as fraudes com que durante anos acumularam fortunas monstruosas. Sabem também que deram uma lição à máfia bancária europeia e mundial, pagando-lhes o juro justo pelo que pediram, e não alinhando em especulações. Sabem ainda que o Governo está a trabalhar para eles, cidadãos, e aquilo que é sector público necessário à manutenção de uma assistência e segurança social básica, não foi tocado.
Os islandeses sabem para onde vai cada cêntimo dos seus impostos.
Não tardarão meia dúzia de anos, que a Islândia retome o seu lugar nos países mais desenvolvidos do mundo.
O actual Governo Islandês, não faz jogadas nas costas dos seus cidadãos. Está a cumprir, de A a Z, com as promessas que fez.
Se isto servir para esclarecer uma única pessoa que seja deste pobre país aqui plantado no fundo da Europa, que por cá anda sem eira nem beira ao sabor dos acordos milionários que os seus governantes acertam com o capital internacional, e onde os seus cidadãos passam fome para que as contas dos corruptos se encham até abarrotar, já posso dar por bem empregue o tempo que levei a escrever este artigo.






Francisco Gouveia, Eng.º

Esta é para o Palhaço que deciciu começar o seu dia logo aos berros a insultar-me ao telefone

Seu grandessíssimo parvalhão, ficaste chateado com a comunicação do Sócrates ontem foi? Olha que eu não tenho culpa que venha aí o FMI. Eu também moro neste país de descalabro e também estava lá em frente à TV a ouvir as barbaridades que ele disse, a vê-lo ajeitar a gravata e a falar com o Luís. Achas que isso te dá o direito de me insultar logo de manhã? Até podias ter a razão toda mas acabaste de a perder com essa atitude. Tipo o Benfica quando apagou a luz e abriu a água aos outros estás a ver? Logo hoje que estou super bem disposta. Em boa verdade o que também me apetecia era mandar-te dar uma volta ao bilhar grande, mas eu sou uma Lady e dei-te todas as informações necessária e tu baixaste a bolinha com uma pinta do carago. Vai-te habituando que essa é que será a atitude a ter daqui em diante bolinha baixa com o FMI. Estamos entendidos?

06/04/2011

Momento what the fuck ????? do dia

Jovens ingerem álcool através de tampões

"Uma nova moda está a preocupar as autoridades alemãs. Os jovens usam tampões impregnados com vodka para obterem um estado de embriaguez mais rápido e não terem o terrível hálito a álcool, quando chegam a casa. No caso das raparigas, os tampões são inseridos na vagina, enquanto os rapazes os colocam no ânus. As autoridades médicas da cidade de Tuttlingen, no sul da Alemanha, asseguram que o método é completamente falso e advertem que os jovens, sobretudo as raparigas, podem sofrer danos e correr maiores riscos de infecções devido ao álcool."

Pensei logo naquela do vampiro que vai a um bar e pede uma chávena de agua quente e enfia lá um penso usado e diz que está a fazer um cházinho. Como é que os miúdos farão? Vão ao bar e vem uma chávena só que em vez do pau de canela tem um tampão no pires que sacam e toca de demolha-lo para enfiar? Imagino o rapaz "Ahhh vais a casa de banho espera aí que também tenho de ir pôr o tampão". Porra esta juventude está perdida mesmo. O que é que se segue? Fumar pelos ouvidos ? O Revolution ( é um bar de vodka em Manchester) é que se vai safar à conta desta.

Que montão de gente mau agradecida que déve háver no Brasil né?

Continua a persistencia na pesquisa de mensagens, tratamento, macumbas, cartas, discurso etc para pessoas mal agradecidas...sempre, sempre, sempre do Brasil que vêm parar aqui. A juntar a isto um veio à procura de Clistel. Amigos brasileiros ( tenho alguns) ando a ficar com má impressão daquela terra. Que se passa por lá?

A cena dos pés fresquinhos é uma grande treta

Sinto que saí de uma sauna , tudo em mim cola e em sítios que não dão jeito nenhum. Está fresco no escritório mas tenho uma viagem de quase uma hora sem ar condicionado, que também arranjou a melhor altura para ficar sem gás. Calor como este só mesmo quando se está de papo ( barriga lisinha atenção que eu não tenho nenhum papo) para o ar com uma bela de uma sangria ou caipira na mão ao lado da piscina ou na praia. Agora trabalhar? Sempre é melhor o frio.

31 graus para Braga para hoje

Oh pra mim  de pezinho de fora com deditos com unhas vermelhas. Fresquinho!!! Só espero que o S Pedro não se arme em parvo e que chova.

04/04/2011

Maso? yes I must be

Trabalhar o que trabalho, prestes a mudar de casa e a pensar tirar um mestrado este ano.
Dias das 8.30 às 10 da noite durante um ano e meio será lindo, lindo mesmo. No que eu penso em meter-me. Outra questão que se coloca, será que entro?

Azia

Hoje disseram-me "Deves estar com uma azia hoje!!" com aquele tom sarcástico de mete nojo. A minha resposta foi que sim, curiosamente até tenho estado com uma chata de uma azia há três dias que não me larga, nem o Rennie me salva e vou ter mesmo de ir ao médico. Agora o triste comentário era escusado.
Outra coisa que me dá azia é o mau perder. Isso sim. Pior que não saber ganhar é não saber perder. Não me deixa com vergonha porque eu, tal como outros benfiquistas, não me revejo nestes comportamentos de apagar luzes e ligar água.Tal como não me revejo no comentário matinal mete nojo. Não o faço simplesmente. Ontem também recebi mensagens de condolências de pessoas que habitualmente não me ligam, mas que se lembraram que eu existo e que sou benfiquista ontem. Eu não sou assim e quando ganho gosto de festejar com aqueles que sentem o mesmo que eu e não humilhar os que perdem como os que fazem comentários, os que mandam mensagens. Mas quando perco, sobretudo quando perco com razão, admito e calo-me e deixo os outros festejarem. Não sei o que é pior, se as mensagens de condolências se o mau perder. Depois admiram-se que haja violência, que exista este ambiente ridículo sempre que temos jogos entre equipas nacionais. Sempre ouvi dizer que o exemplo vem de cima e se há coisa que esta direcção do SLB não anda a fazer é lead by example. Quinta feira vou ver o jogo para a liga Europa contra o PSV na Luz, pelo clube e pela equipa..pela direcção e pelo que se passou ontem bem que não me apetecia.

01/04/2011

You Sexy thing

Roubado ao blog da Ju As coisas que eu acho

Geração à Rasca? Vão trabalhar que isso passa

Recebi este texto por email. Não sei quem escreveu, mas encontro muitos pontos com que concordo. A falta de proactividade de muitos jovens deste país tira-me do sério. O ter de trabalhar "na área", o não enviar candidaturas espontâneas e dizer que "não aparece nada", o não arriscar e partir, emigrar, nem que seja de cidade.  O país está muito mal é certo, mas continua a haver muito trabalhinho por fazer. Li uma entrevista a um empresário têxtil que oferecia vagas e que não tinha ninguém que aparecesse e não, pelo mesmo pelo que dizia não oferecia o ordenado mínimo. Porque não um primeiro emprego para um jovem?

A geração dos meus pais não foi uma geração à rasca.

Foi uma geração com capacidade para se desenrascar.
Numa terriola do Minho as condições de vida não eram as melhores.

Mas o meu pai António não ficou de braços cruzados à espera do Estado ou de quem quer que fosse para se desenrascar.
Veio para Lisboa, aos 14 anos, onde um seu irmão, um pouco mais velho, o Artur, já se encontrava.
Mais tarde veio o Joaquim, o irmão mais novo.
Apenas sabendo tratar da terra e do pastoreio, perdidos na grande e desconhecida Lisboa, lançaram-se à vida.
Porque recusaram ser uma geração à rasca fizeram uma coisa muito simples.
Foram trabalhar..
Não havia condições para fazerem o que sabiam e gostavam.
Não ficaram à espera.
Foram taberneiros.
Foram carvoeiros.
Fizeram milhares de bolas de carvão e serviram milhares de copos de vinho ao balcão.
Foram simples empregados de tasca.
Mas pouparam.
E quando surgiu a oportunidade estabeleceram-se como comerciantes no ramo.
Cada um à sua maneira foram-se desenrascando.
Porque sempre assumiram as suas vidas pelas suas próprias mãos.
Porque sempre acreditaram neles próprios.
E nós, eu e os meus primos, nunca passámos por necessidades básicas.
Nós, eu e os meus primos, sempre tivemos a possibilidade de acesso ao ensino e à formação como ferramentas para o futuro.
Uns aproveitaram melhor, outros nem tanto, mas todos tiveram as condições que necessitaram.
E é este o exemplo de vida que, ainda hoje, com 60 anos, me norteia e me conduz.
Salvaguardadas as diferenças dos tempos mantenho este espírito.
Não preciso das ajudas do Estado.
Porque o meu pai e tios também não precisaram e desenrascaram-se.
Não preciso das ajudas da família que também têm as suas próprias vidas.
Não preciso das ajudas dos vizinhos e amigos.
Porque o meu pai e tios também não precisaram e desenrascaram-se.
Preciso de mim.
Só de mim.
E, por isso, não sou, nunca fui, de qualquer geração à rasca.
Porque me desenrasco.
Porque sempre me desenrasquei.
O mal desta auto-intitulada geração à rasca é a incapacidade que revelam.
Habituados, mal habituados, a terem tudo de mão beijada.
Habituados, mal habituados, a não precisarem de lutar por nada porque tudo lhes foi sendo oferecido.
Habituados, mal habituados, a pensarem que lhes bastaria um canudo de um qualquer curso dito superior para terem garantida a eterna e fácil prosperidade.
Sentem-se desiludidos.
E a culpa desta desilusão é dos "papás" que os convenceram que a vida é um mar de rosas.
Mas não é.
É altura de aprenderem a ser humildes.
É altura de fazerem opções.
Podem ser "encanudados" de qualquer curso mas não encontram emprego "digno".
Podem ser "encanudados" de qualquer curso mas não conseguem ganhar o dinheiro que possa sustentar, de imediato, a vida que os acostumaram a pensar ser facilmente conseguida.
Experimentem dar tempo ao tempo, e entretanto, deitem a mão a qualquer coisa.
Mexam-se.
Trabalhem.
Ganhem dinheiro.
Na loja do Shopping.
Porque não ?
Aaaahhh porque é Doutor...
Doutor em loja de Shopping não dá status social.
Pois não.
Mas dá algum dinheiro.

E logo chegará o tempo em que irão encontrar o tal e ambicionado emprego "digno".
O tal que dá status.
O meu pai e tios fizeram bolas de carvão e venderam copos de vinho.
Eu, que sou Informático, System Engineer, em alturas de aperto, vendi bolos, calças de ganga, trabalhei em cafés, etc.
E garanto-vos que sou hoje muito melhor e mais reconhecido socialmente do que se sempre tivesse tido a papinha toda feita.

Geração à rasca ?
Vão trabalhar que isso passa.

Ahhh

E para além disso lembrei-me de experimentar o banho turco lá do ginásio pela primeira vez também. Entro na sala e o ar está bom, nem quente nem frio demais, cheirinho a eucalipto  perfeito. Mas fiquei incomodada admito. É que a sala é relativamente grande então uma pessoa não consegue ver a cara das pessoas que estão sentadas à volta. Eu numa ponta num degrau sentada na minha toalhinha e vejo do lado de lá uns pés nuns chinelos, agarrados a umas pernas peludas e pouco mais. MEDO. Eu cá em ambientes embaciados gosto de ver a cara e as mãos às pessoas.

Ai, ai, ai , ai ,ai

Dois meses sem pôr os pés no ginásio ou a piscina e vou eu toda contente armada em Ian thorpe ou Michael Phelps e faço logo 20 piscinas. Burra como tudo..agora dói-me os braços, pernas, joelhos, coxas, dedos dos pés, basicamente tudo. Só não me dói a escrever porque até estou com as unhas granditas e escrevo com elas. O mais parvo disto tudo é chegar ao trabalho ( eu vou à hora de almoço nadar) e receber uma mensagem do ginásio a dizer que ficou feliz por eu ter voltado aos treinos. Não sei bem porquê, acho que devo ser a cliente que mais lucro lhes deu nos últimos meses. Sádicos de merda ficaram contentes por ver-me a sair pela porta toda rota isso sim.

31/03/2011

Correr é a nova maravilha do mundo entre as gaijas

Agora em tudo o que é blog parece que as gaijas não falam em mais nada senão nas corridas que fazem de manhã e nãs corridas que fazem à tarde e na merda das corridas que fazem à noite. Já não há paciencia para ver tanta sapatilha e legging da Adidas ou da Nike. É que miiiilher chique que é verdadeiramente chique  corre mas tem de ser com estilo. Nada de roupa mais coçada ou suada. Eu cá não acredito que corram nada...pelo menos pelas fotos que colocam nos blogs. Só quando vir uma foto da gaija toda suada, vermelha como um tomate e quase a cair para o lado( como eu fico no ginásio ) é que acredito. A moda agora é correr então está tudo a dizer mal dos ginásios e tal e que são caros e que bem que correm 5 km ( not) e que já se sentem mais magras. Detesto este pessoal que tem a mania que são ovelhas e onde estiver o rebanho tem de ir atrás....arrreee....

30/03/2011

Quem me manda a mim

Ser voluntária para organizar um evento na empresa?
Gosto muito de o fazer claro,  mas trabalhar  até às 9 da noite cansa tanto. Principalmente quando se acorda às 7 todos os dias e se faz 100 km por dia.

25/03/2011

Brincadeirita de fim de semana

Palavras que eu queria ter escrito V

A gente encontra-se na fila do pão


Não gostei como Sócrates esperou convenientemente para apresentar o PEC cá dentro, depois da votação da moção de censura, depois de obter aval lá fora. Não gostei de algumas (das poucas) medidas que ouvi, como o congelamento das pensões; quanto a corte de algumas pensões (nomeadamente as pagas pela CGA a FP reformados e superiores a €1.500,00), por pura justiça concordo. Não gostei do ultimato do ou aprovam ou eu vou-me embora. Por outro lado não gostei da postura do PSD de então não aprovo, quero ver se vais mesmo. Não gostei de entretanto o PS aparecer com um então diz lá afinal com o que não concordas, vá. Não gostei do PSD dizer agora não digo, toma. Não gostei que a grande senhora professora / mãe da política (aka presidente) tivesse feito de conta que não via a briga no recreio e não tivesse ido lá, dado uma bufardona em cada um para ganharem juízo, e depois os obrigasse a dar um beijinho, um aperto de mão, e que resolvessem as suas diferenças como dois homenzinhos.
Não gosto de ver gente a quem pago ainda que um cagagésimo do ordenado a fazer estas figurinhas. Não é para isso que lhes pagamos. Não é para isto que lá estão. E entretanto, quem se fode é o mexilhão.
E estamos tão, mas tão fodidinhos que vocelências nem imaginam. Assumo: tenho medo do FMI, que não vão acabar com tachos porra nenhuma. Vão cortar subsídios, salários, postos de trabalho, aumentar impostos, até à próxima e façam favor de ter juízo.

*esta é para quem se lembra dos anos 80. quem diz pão diz leite, batatas, farinha.

da I do O Doutor da Licença