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06/10/2010

És feliz?


Ontem discutia numa viagem de carro o que faz alguém feliz.


Acredito que a felicidade é composta por vários factores, profissional, pessoal (composto por tantos pontos). Será que vivemos na constante busca da felicidade ou temos picos/ momentos de felicidade ao longo da nossa vida? Os que buscam incessantemente por um momento de êxtase na sua vida nunca saboreiam verdadeiramente certos momentos que são irrepetíveis e que, caso não os apreciemos, não poderemos reaver. Lembro-me de planear o casamento e amigas casadas me dizerem “aproveita o dia que passa a correr” e não sei se foi por seguir essa indicação ou porque dediquei tanto trabalho àquele dia que assim o fiz. Estava completamente zen e aproveitei ao máximo um dos dias de extrema felicidade da minha vida até hoje.

Nem falo só de momentos marcantes, como o dia de casamento ou o nascimento de um filho por exemplo, mas sim do quotidiano e da alegria de certos pormenores que para mim são de  pura satisfação. Não preciso de ter o emprego xpto, a casa de sonho, ter dinheiro a escorrer dos bolsos e viajar para todo o lado para ser feliz. Em boa verdade o que sabe melhor é mesmo o caminho percorrido para alcançar cada patamar dessa plenitude.

Às vezes pergunto-me: - darei suficiente valor à minha vida? Será que tomo certas coisas por garantidas e não as aprecio devidamente? Deitar e acordar com o marido, o beijo obrigatório antes de dormir e antes de sair de casa, o seu cheiro e o toque, as conversas e o sentido de humor em comum. A partilha de uma vida adulta com os meus pais, os almoços e jantares juntos, os seus conselhos, a minha irmã e a sua companhia, a minha avó. Os amigos, o convívio, os aniversários e natais e passagens de ano. Os passeios com o cão, o mar, o sol, a chuva. Tudo, tudo é felicidade. Será que telefono o suficiente, que mando mensagens emails suficientes? Será que aprecio as relações que tenho?

Ontem fiquei a contemplar o marido enquanto ele dormia e a pensar no constante “overthinking” em que me coloco – que por si só é um absurdo – pensar no overthinking - enfim até é para rir. Estou sempre a antecipar o que estará para vir e dou por mim a ver o dia passar. No meu caso não é necessariamente a procura da felicidade mas sim a constante antecipação de um problema que ainda nem chegou. Admito que gosto de antecipar as coisas. Mas isso não fará de mim a eterna problemática? Tantas questões que me coloco, tanto penso, tanto racionalizo, mas de uma coisa estou certa todos os dias há algo na minha vida que me faz encher um pouco mais o copo da felicidade.


2 comentários:

Conde disse...

olhar para mim a ressonar...? o beijo obrigatório? discordo. preocupante será quando o vires como obrigatório e não como algo que te sai naturalmente... mas também não há problema, porque enquanto um de nós for feliz... o outro também o será... digo eu.

Pintas disse...

Obrigatório no bem sentido tótó! Algo que não dispenso. Não te faças de pouco inteligente que percebes muito bem o que quero dizer.