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07/05/2013

People in the UK just don't give a fuck


Sim já regressei das semi férias em Manchester. Metade do tempo foi passado a trabalhar, já que a casa que deixamos alugada estava um autentico esterco. Mesmo assim ainda deu tempo para fazer umas coisinhas, comer kebabs, comer minstrels, passear, estar com amigos, beber pints, fumar shisha, fazer compras, visitar Liverpool. O UK continua a ser a minha segunda casa, mas para regressar teria agora de ir ganhar muito dinheiro. Vejo que o nível de vida é caro, comparado com Portugal. Mas uma das muitas coisas que continuo a gostar MUITO nos ingleses é  a atitude despreocupada. Simplesmente estão a cagar-se para o que os outros pensam. E isto vai muito ao encontro da minha própria forma de estar nos últimos tempos.  Claro que este estilo, no caso dos ingleses, é para o bom e para o mau. O mau senti-o na pele, no estado em que a minha casa estava, porque a limpeza e tratamento das casas, regra geral e comparativamente aos standards portugueses, é inaceitável. O bom vê-se na simpatia por exemplo.Como? Estou eu sozinha na esplanada de um pub numa mesa em que cabem 6 pessoas porque o mate foi ao WC. Chega um senhor aí dos seus 50 e a família e pergunta: "Can we stay here?" Sempre com o habitual "Love" no fim da frase. Eu disse "Sure, go on". Só que entretanto uma mesa ao sol ficou vaga e claro que eles preferiram essa, apesar de agradecerem. A questão da atitude é mesmo esta: se fosse um tuga ficava a olhar para mim a pensar: "Aquela porca está sozinha a ocupar uma mesa de 6", em vez de fazer aquilo que o senhor fez na maior, sem se preocupar com o que eu pudesse dizer. Outro aspecto é a imagem. Podem sair de casa de pijama e toalha na cabeça para ir ao supermercado, sim eu já vi isso, ou então como esta menina na foto, com rolos na cabeça em plena Primark. Nem querem saber. A ironia disto é que apesar de admirar ainda não consegui ser totalmente assim, senão nem sequer tinha tirado a foto à moça né? Mas estou a trabalhar nisso.



09/04/2013

Quase quase de férias e prestes a visitar este local histórico


Tantos anos no UK e algumas visitas a Liverpool, museu dos Beatles, a doca, etc e nunca nos deu para lá ir. Que grande parvoíce. Cobram bilhete alguns dias à noite, claro, que aquilo deve ficar completamente entupido.  O local agora parece uma romaria, mas há coisas engraçadas e o que mais me atrai é ir mesmo lá beber um copo e assistir à banda residente que até tem um dia em que convidam os visitantes para tocar e cantar com eles. Quem tiver lata claro.




Para os interessados mais informações sobre The Cavern Club aqui

Penny Lane e Strawberry Fields here we go too.

09/02/2012

Barcelona

Sou turista "nas calmas" gosto de ir indo, sem ter de picar o ponto neste e naquele ponto só para dizer que lá estive. Gosto de me sentar, beber, comer, sentir a "movida" das cidades, países que visito. E em Barcelona sentei-me, comi e bebi muito.
  • Estava um frio do carago...o frio cortava as orelhas e nem a quantidade parva de álcool que fomos absorvendo nos aquecia o suficiente.
  • O Gaudi era um gaijo visionário mas que não terminava nada a que se propunha...porra só em 2030 é que fica pronta a Sagrada Família? Fora a outra casa qualquer que também está por acabar.
  • Um croquete metido num daqueles pauzinhos de espetada, com uma tosta e uma azeitona é um pintxo, claro que também há muito bons, mas são caros como tudo.
  • Comer e beber é super caro.
  • O tabaco não é assim tão caro.
  • 18 euros euros por duas caipirinhas é um roubo. Apesar de terem sido das melhores que já bebi nos últimos tempos no Schiling (Carrier de Ferran) quase me cuspi toda quando vi que dava para comprar duas garrafas de cachaça por cá.
  • Não se percebe um raio de catalan...
  • Há 20 mil tipos possíveis de sangria, num sítio bebes com gaz, noutro sem, num sabe a vinho no outro não.
  • Os chineses também invadiram Barcelona.
  • Todos os espanhóis me falavam em Inglês e eu acho que até tenho ar de latina, mas pronto. Só uma vez nos pediram indicações na rua - um gaijo tipicamente nórdico.
  • O metro é bom, limpinho, arejado, mas confuso.
  • Descobri que tenho capacidade para comer uma paelha para duas pessoas sozinha.
  • Descobri que sou mais inglesa do que aquilo que pensava, depois de me deparar dois dias seguidos com o mesmo grupo de Ingleses com canecas cheias de cerveja nas mesmas esplanadas onde nós também estávamos.
La Boqueria

Sagrada Família

"horny alien" de acordo com o mate lá de casa, by Miró





A dita cuja

19/07/2011

Só agora me apercebi

que não acabei de contar as peripécias da viagem a Nova Iorque. Faltam uns dias.
Logo que possa conto o resto.
Lembrei-me de o fazer porque quando andava a preparar a nossa viagem naveguei por sites e blogues à procura de dicas e truques de quem já lá havia estado que, na maior parte das vezes, são mais benéficas que de guias e sites de viagem. Espero que as minhas também ajudem algum viajante que venha aqui parar.

15/06/2011

New York Day four - 01 de Maio

Acho que este foi o unico dia em que tinha efectivamente preparado alguma coisa. Queriamos assistir a uma missa gospel na Abissinian Church, muito famosa nos roteiros turísticos. Apanhamos um táxi para o Harlem e chegamos lá por volta das 10 acho. Já estava uma fila de cerca de 1 km para a missa das 11.
Os responsáveis foram contando as pessoas e avisaram bem antes do sítio da fila onde estávamos que dali para trás não podiam garantir que entrássemos e que havia outra missa na quarta-feira. Ora, como nós íamos ficar até quinta e não estávamos mesmo para estar à espera fomos embora. Fomos comer umas valentes panquecas ( nada de trocadilhos ok?) no Ihop. Que delicia!!! Ainda hoje babo a olhar para as fotos. Lá continuamos depois a andar até que ouvimos musica numa igreja pequena. Aparece uma senhora à porta. Parecia uma enfermeira com luvas brancas de cetim a perguntar se queriamos entrar. Lá assistimos nós a uma sessão de culto com puro gospel e ambiente muito acolhedor. Foi FENOMENAL e provavelmente uma das experiencias que mais gostei. É que é mesmo à filme "praise lhe lord" "aleluia" e afins. Fiquei mesmo emocionada e acho que o macho lá de casa também. Até lhe disse que mais uns dominguinhos e ele se convertia. Depois fomos fazer a habitual visita ao Harlem. Andamos muito a pé. Vimos o mítico Apollo Theatre, a mesquita onde discursava Malcom X e sobretudo o ambiente das ruas, onde há sempre música e pessoas a venderem poções e roupas. Adorei.
Depois descemos novamente até Midtown e fomos ao Top of the Rock. Vista maravilhosa do Central Park de dia, mas nada bate o Empire à noite. Vimos também o Rockefeller Center. A loja da Lego é uma loucura. Demos uma de turista típico e fomos ao Madame Tussad's tirar fotos com as estrelas. à noite estávamos tão rotos que compramo uma pizza, uma garrafa de vinho e ficamos no quarto.








30/05/2011

New York Day three - 30 Abril

Tendo em conta o dia anterior neste dia acordamos um pouquinho mais tarde. Nós também temos uma forma de viajar muito anormal, gostamos de conhecer o mais possível mas não andamos de mapa e guia na mão a fazer check a tudo o que vemos e temos de ver só para dizer que sim. Fico sempre a pensar naquelas pessoas que tiram tantas fotos que nem devem desfrutar a paisagem. Eu e o meu mais que tudo gostamos de sentir a "vibe" de cada país,cidade que visitamos. Por isso gostamos de chegar ao hotel ao fim da tarde, tomar um banhinho sem pressas e jantar fora e aproveitar a noite também.

Neste dia saímos e fomos novamente nos autocarros da Grayline em direcção a Downtown. Paramos perto da Canal Street que é um mundo de falsificações, carteiras, relógios, perfumes.Aqui é a loucura total com centenas de pessoas na rua, mal conseguíamos passar. Entramos em Chinatown e ficamos doidos com aquilo. O contrabando é de doidos. Há sempre alguém a passar por ti a dizer "watchies, rólex" ou "wallets, bags". Ficamos impressionados com essa zona e o facto de tudo estar com símbolos chineses, até o HSBC.
Depois de voltas e mais voltas chegamos à conclusão que a Litle Italy é tão litle que é um mito, simplesmente não existe. Depois acabamos por perceber onde era mais à noite. Fizemos nova tentativa para ir a Brooklyn de autocarro mas desistimos da espera. Em vez disso fomos até Seaport ao Pier 17 apanhar sol, comer uns calamares, beber umas margaritas e aproveitar o dia que estava espectacular. Outra coisa que gostamos muito nas viagens é ver as pessoas, o seu estilo de vida, como socializam, como disfrutam da vida na cidade onde estamos. Este dia foi um dos exemplos disso. Aqui a vista é linda , da ponte de Brooklyn e há sempre embarcações antigas atracadas.

Ao fim da tarde apanhamos novamente o autocarro para "subir" até Midletown. Vimos as Nações Unidas, pasando primeiro por Soho Tribeca.
Nessa noite jantamos num restaurante junto ao hotel, cujo nome não me lembro. Aí conhecemos um Nova Iorquino filho de italianos que nos disse que a Litle Italy actualmente era apenas uma rua. Estava aí explicada a razão de não termos visto nada.








25/05/2011

New York day two - 29 Abril

Acordamos super cedo ( jet lag) 8.30. 
Pequeno almoço no Starbucks...ai o "laté" que saudades...disse o meu nome e a rapariga escreveu outro nome qualquer que soava como o meu não me lembro qual agora.  Fomos a pé até à Gray Lane a empresa dos autocarros vermelhos. Há senhores a vender por todo o lado na rua, mas preferimos ir lá directamente na oitava avenida para tirar dúvidas dos preços e tal. Compramos bilhetes de 3 dias em que podíamos entrar e sair dos autocarros onde quiséssemos e com 3 atracções. Vale a pena, devido às atracções ea andar no autocarro, porque chegamos a um ponto e estamos mortos de tanto andar a pé naquela cidade.Como era cedo fomos directos no autocarro Downtown até ao ferry para a Estátua da Liberdade. Foi o dia do casamento real e fizeram um concerto em Times Square onde vimos a Colbie Caillat..a primeira celebridade da semana. Quanto à estátua, é preferível ir um dia de semana ( para evitar as filas de fim de semana e sobretudo bem cedo) Mesmo assim estivemos uma hora à espera para entrar no ferry...mas acabou por ser um máximo. Fomos a Ellis e a Liberty Island e A-DO-RA-MOS estava um dia de sol lindo. Éramos para ir a Brooklyn numa daquelas viagens de autocarro mas acabamos por desistir e fomos a pé até Wall Street, financial District. No pier 17 a pé em direcção à zona financeira encontramos uma das lojas TKTS onde são vendidos os bilhetes da Broadway para o dia com 50% por desconto. Já tinha ouvido falar da principal que é a de Times Square mas sabia que havia outra. Então decidimos tentar a sorte. Billy Elliot? Nop Rei Leão? Esteve sempre esgotado. Fantasma da Ópera? Sim...fomos ver nessa noite e foi fenomenal, os cantores / actores são de cortar a respiração assim como toda a cenografia.
Hotel banhinho e um copo num bar Irlandês ( não me lembro do nome ) é vê-los por toda a cidade. Depois do espectáculo fomos a um bar/restaurante com uma banda de rock a actuar ao vivo: Smith's. Comidinha boa, música animada...mas já estavamos mais que mortos neste dia e fomos dormir...











23/05/2011

New York aqui vai o relato da semaninha- Day One

Day 1

Voo TAP de 8 horas e chegada às 15 locais e 2 horas para passar a p"#$ da segurança. Morta de cansaço e com a bexiga a abarrotar para ir à casinha e bem que tive de esperar. Marido chamado à parte porque a maquineta não lia impressões digitais. Quem o manda ir moreno e com barba por fazer...e eu continuava à espera. Parece que lhe queriam fazer umas perguntas...ME-DO

Táxi até ao hotel...estupidamente caro, optem sempre pelo transfer e recomendo a Goairlink que utilizamos à volta para o aeroporto. O taxista pensava que o Ronaldo era espanhol e que Portugal era Espanha.Típico. Mortos de cansaço fomos ao Hotel fazer o check in New Yorker. Muito bem localizado entre a oitava avenida e 34th street. Víamos o Empire State e MadisonSqare Garden do Hotel. Ficamos no 35º Andar. A vista era MARAVILHOSA. Não resistimos e fomos andar até Times Square..é de ficar de boca aberta mesmo a olhar para tantas luzes.  Depois lá comemos a nossa primeira fast food da semana e da noite no restaurante junto ao Hotel Tick Tock.









09/05/2011

I'm back e não queria

Por mim ficava a viver em Nova Iorque e essa é precisamente a constatação mais estranha que tiramos desta viagem. Nós emigrantes saudosistas regressados à terra mãe depois de 4 anos no UK onde se vivia tão bem pensamos que gostaríamos muito de viver noutro País novamente e, desta vez, a 8 horas e não 3 de viagem de avião. E porquê NY? Porque tem TUDO, mas tudo mesmo o que adoramos...e SOL maravilhoso.
Alguns pontos que depois alargarei:
1ª sensação: "Estou num filme e daqui a pouco aparece aí um gaijo qualquer aos tiros no meio da rua." Depois de ver tantas vezes no cinema e tv algumas imagens é inevitável.
2ª: Há prédios altos para carago. Estamos sempre de pescoço no ar e de boca aberta de espanto.
3ª Tudo é em tamanho grande, pratos, bebidas, roupa, o que acaba por ser obviamente uma causa, causa consequencia.
4ª Ficar lá um mês para ver tudo é muito pouco tempo; Mas uma semana é suficiente para os TOP 10.
5ª Ouvimos falar tanto Castelhano como Inglês;
6ª Há bandeiras USA por todo o lado;
7ª Os americanos, particularmente Novaiorquinos são muito simpáticos e não me pareceu estar nada relacionado com a "tip". Fomos abordados na rua algumas vezes (com o nosso ar discreto de turistas, mapa e máquina fotográfica na mão) com a pergunta se queríamos ajuda;
8ª É praticamente impossível comer uma sopita ou uma salada...contentei-me com a Cesar do Macdonalds;
9º Não se vê reciclagem em lado nenhum e  muitos, mas muitos sacos de lixo na rua à noite.
10ª É incrível a quantidade de pessoas que se vê diariamente naquela cidade (entre locais e turistas disseram-me 30 milhões, que diariamente entram 20 e saem 20).

To be continued....